Desenho
Cor
Pincéis
Óleo sobre Tela
Empaste
Esfregasso
Veladuras
Suporte
Iniciando
Sobre a Aquarela
Papéis
Iniciando

A IMPORTÂNCIA DO DESENHO

Para quem não está intimamente ligado às artes plásticas, desenho e pintura podem parecer ciências diferentes, mas não são. Se tomarmos um pincel no lugar de um lápis e representarmos uma imagem, estaremos desenhando ou pintando? O que diferencia um do outro?

O desenho tem suas características próprias, entre elas a linha e o ponto. E é ele quem determina aonde uma forma se inicia e termina, ou aonde uma sombra começa ou um arco muda de direção. Quando pintamos, utilizamos constantemente o desenho. Para compreendermos o tamanho e freqüência das pinceladas numa vegetação; para sabermos a proporção entre os olhos e o nariz em um retrato e em diversos outros casos, o desenho se mistura à pintura de maneira forte e inseparável.

E no abstrato ou gestual, no não figurativo, onde entra o desenho? - Sempre que estivermos diante de um plano bidimensional sobre o qual colocaremos nossas idéias o desenho estará presente. Precisamos dele para "pesar" de maneira precisa nossas composições, ou mesmo para nos dizer se o tamanho de um determinado gesto ou pincelada está em harmonia com o restante da nossa obra. Portanto, acreditem, para se adentrar no mundo das artes, o desenho é extremamente necessário, e após vencidas as primeiras batalhas do seu entendimento, torna-se imensamente prazeroso.

O Desenho por sua vez tem seu valor como técnica em sí, e não apenas como base para pintura. A pressão que exercemos sobre o lápis em determinados pontos, o gesto e a hachura fazem do desenho uma arte a ser explorada. Na ilustração abaixo vocês tem alguns exemplos de hachura....

Desenhos a grafite e bico de pena

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CORES NA PINTURA

Vocês certamente já ouviram falar de cores primárias e secundárias, cores quentes ou frias. Para os iniciantes, vou dar algumas explicações básicas. No nosso círculo de cores abaixo, vemos as primárias que são o Amarelo, o Azul Ciano e o Magenta (VERMELHO NÃO É COR PRIMÁRIA). Com eles podemos produzir todas as outras cores. Pelo menos em teoria. Na prática, muitas vezes quando desejamos alguma cor que não conseguimos com esta mistura de cores, temos que comprar a cor pronta, produzida por algum pigmento especial.

Mas vamos deixar de lado as excessões. Assim como no cartucho de sua impressora, temos as cores primárias mais o branco e o preto.

Cor é Matiz mais Valor. Os matizes obtemos com a mistura das cores primárias e o valor, com o matiz acrescido de branco ou preto. É o que chamamos de forma generalizada de "tom".
Observe nossa ilustração abaixo. Vemos as primárias indicadas com suas letras enquanto as outras cores do círculo são as secundárias (mistura direta e em partes iguais entre as primárias) e terciárias. A direita vemos um gráfico que mostra as cores com seus tons, obtidos com o acréscimo de branco e preto.

Circulo de Cores

Temos em nossas aulas em vídeo esta matéria tratada de forma mais produnda, envolvendo a atmosfera na pintura através de cores suplementares e o uso das complementares.
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PINCÉIS

Existem no mercado uma infinidade de pincéis a sua escolha. Mas como escolher o melhor pincel? Isso depende da maneira como você pinta. Se conduz a tinta mais encorpada, use um pincel mais firme. Para o esfregasso, prefira os de cerdas duras. Para se modelar o empaste prefira os macios e firmes, como os de pelo de Marta.

A forma do pincel também ajuda muito para que se tenha um toque refinado. Existem pincéis com as pontas arredondadas, chanfradas, retas, chatas etc. Pense no que quer representar e então escolha o pincel certo. Em nossos vídeos vocês podem observar como usamos determinados pincéis para cada momento. O "pulo do gato" é, naturalmente, fazer uso do pincel correto na hora certa, usando sua anatomia de acordo com a forma a se representada.

Tipos de pincéis

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INFORMAÇÕES SOBRE A TÉCNICA DA PINTURA A ÓLEO

O óleo sobre tela é a mais tradicional das técnicas, e é a que mais recursos oferece. Usadas inicialmente como acabamento para as têmperas, este processo logo evoluiu tornando-se a técnica que hoje conhecemos.

A técnica do óleo permite que a tinta seja aplicada bem pastosa, no ponto médio ou bem diluída, como veladuras. Quando se usa a tinta a óleo mais encorpada, chamamos de emplasto ou se a esfregarmos com um pincel de cerdas duras, chamamos de esfregasso. Já a veladura pode ser feita com a tinta diluída e uso de pincéis macios ou mais espessa com pincéis mais firmes.

Existem no mercado vários produtos que complementam o uso da tinta a óleo, como a terebentina, o óleo de linhaça e os vernizes.

Detalhe de Pintura a Óleo
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PINTURA A ÓLEO: EMPLASTO ou EMPASTE

Em óleo sobre tela, é a técnica onde se pinta com o pincel bem carregado de tinta, valorizando a matéria e tornando explícito o gesto da pincelada. Uma dica importante para quem pinta desta maneira, é não misturar demais as tintas na paleta, deixando que os matizes se mostrem na tela.
Para esta técnica, usam-se pincéis de cerdas firmes ou duras.
Outro detalhe importante é a densidade da tinta. Evite uso excessivo de óleo de linhaça, terebentina ou outro produtos para se misturar na tinta, que deve estar "macia" porém firme.
Se for aplicar uma segunda ou terceira camada de emplasto, pode-se usar o gel médium em finíssima camada ou o óleo de linhaça acima da primeira, que deve estar seca ao toque.
Se for de sua característica pintar em várias camadas, deixe as mais grossas por último.

Detalhe de emplasto
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TÉCNICAS DE PINTURA A ÓLEO - O ESFREGASSO

Técnica onde se "esfrega" o pincel para conseguir passagens de tons ou mesmo para a primeira camada de tinta sobre o suporte.
Para quem pinta em camadas, usando inicialmente manchas de cores para determinar atmosfera ou áreas de interesses diversos o esfregasso deve ser usado com a tinta mais diluída, utilizando-se para isso o óleo de linhaça e a terebentina.
Se o esfregasso for usado para passagem de tons, deve-se usar a tinta um pouco mais encorpada. Em ambos os casos, o pincel ideal é o de cerdas duras.
O esfregasso confere à pintura muitos elementos do desenho. Assemelha-se muitas vezes à maneira como espalhamos o carvão com o esfuminho. Deve-se ter o controle da diluição da tinta, e sempre optar por pigmentos opacos, a menos que se queira criar um filtro transparente e colorido com a tinta de pigmentos transparentes.
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ÓLEO SOBRE TELA: VELADURAS

São um ótimo recurso na pintura a óleo. Os iniciantes ficam muitas vezes sem saber quando se deve usá-las. Na verdade não existe um hora pré-determinada. As veladuras são usadas de diversas maneiras, dependendo do que se quer fazer no trabalho. Certos tons, de muita luminosidade por exemplo, não são conseguidos com misturas de tintas. Por isso aplicamos uma fina lâmina de tinta sobre uma camada já seca, para modificá-la. Faça um teste: misture branco com verde escuro e amarelo e pinte uma área qualquer. Depois faça por veladuras. Pinte o fundo de branco e espere secar. Depois aplique uma camada de tinta amarela transparente por cima e novamente espere secar. Por último aplique outra fina lâminina de tinta verde e veja o resultado.

As veladuras são usadas também para se acertar a atmosfera de um trabalho. Após as primeiras manchas de uma obra, podemos aplicar várias veladuras para ir caminhando até conseguirmos a cor desejada. Poldem ser aplicadas usando a tinta (sempre de pigmento transparente) diluída no óleo de linhaça e terebentina, tomando o cuidado para não abusar do óleo de linhaça, pois isso pode afetar a secagem do trabalho. Podemos também utilizar o gel médium na mistura, evitando assim o uso excessivo do óleo.

Podemos usar pincéis de cerdas macias, para transparências mais diluídas ou de cerdas médias, para veladuras mais encorpadas.

veladura aplicada

Neste exemplo estamos aplicando uma fina camada de amarela indiano para reforçar o tom e ao mesmo tempo "amaciar" as pinceladas subseqüentes.
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TELAS E SUPORTES RÍGIDOS

Na pintura do óleo sobre tela, a arte de se pintar um quadro, assim como em todas as técnicas, depende muito do suporte que escolhemos. Como não temos muitas opções no mercado, devemos na maioria das vezes, encomendar a um marceneiro os chassis ideais, de madeira forte, já que o tecido deve estar esticado ao máximo.

A escolha do tecido vai influenciar no tratamento final em nossa obra. Tecidos mais grossos pedirão um tratamento, tecidos finos pedirão outro. Podemos escolher entre o linho ou o algodão e nestes casos, devemos preparar bem a tela para que o óleo de linhaça não entre me contato com o tecido, pois poderá apodrecê-lo. Se usar um tecido 100% sintético não terá este problema, mas eu não aconselho o uso destes, já que a base usada, normalmente tintas para parede a base d'água, não terá boa aderência. Veja abaixo os resultados diferentes em suportes de tecido fino e grosso.

Se optarmos pelo suporte rígido, como a madeira por exemplo, devemos tomar os mesmos cuidados na preparação da superfície. Outra opção é colar um tecido sobre um quadro de duratex estruturado nas bordas, que permite, pela sua firmeza, o uso de raspagens com espátulas e outros.

Suportes de Pintura

TINTAS E COMPLEMENTOS

De tudo que tem no mercado, eu, por experiência própria e pelo que aprendi na Escola de Belas Artes da UFMG, faço uso apenas da tinta, terebentina, óleo de linhaça, gel médium de boa qualidade e verniz de retoque e final.

Não faço uso de secantes, pode comprometer muito a durabilidade da pintura, forçando o craquelê prematuro. Tintas importadas secam muito mais rápido. O gel eu misturo nas veladuras de correção ou ao óleo de linhaça e terebentina para "amaciar" uma camada já seca antes de aplicar sobre ela uma nova camada.

Para a obra recém terminada, uso o verniz de retoque e após um ano, o verniz final. Muitas pessoas se preocupam com receitas mirabolantes de vernizes sem necessidade. A Winsor e a Lefranc tem ótimos produtos.

Com relação às tintas, tanto para as nacionais quanto para as importadas, o importante é conhecer a tabela do fabricantes e conferir o grau de resistência à luz e sua transparência ou opacidade.

Tintas e Vernizes
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COMO PINTAR COM TINTAS A ÓLEO

Após termos sobre a tela ou outro suporte riscado o desenho da pintura, iniciamos seu preenchimento. Existem pessoas que não desenham com grafite ou carvão sobre a tela antes de colocar a tinta, vão logo fazendo, com a própria tinta a marcação das referências.
O preenchimento deve ser feito inicialmente com uma pintura rápida, mais voltada para determinar o colorido e a atmosfera do trabalho. Esta camada deve ser com tinta diluída e não devemos nos preocupar muito com o desenho ou o refinamento das pinceladas aqui.

Etapas do Trabalho

Após esta primeira camada de tinta estiver seca ao toque, entramos com um segundo preenchimento. Nesta fase podemos dar uma veladura para conferir determinada atmosfera ao quadro ou entrarmos com o preenchimento por emplasto ou esfregasso, dependendo da maneira que cada um acredita ser melhor.
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A TÉCNICA DA AQUARELA

A pintura com aquarela é a mais delicada de todas as técnicas. Você não deve descuidar pois fará com que o trabalho tenha aparência de guache. Devemos aos ingleses da era vitoriana muito da evolução que a pintura em aquarela ganhou. Inicialmente esta técnica era usada somente como estudos para trabalhos mais refinados, até que Dürer deu a aquarela o respeito que merecia. Depois vieram os ingleses.

É importante o uso de tintas de boa qualidade, pois tem pigmentos concentrados que permitem uma cor forte e transparente ao mesmo tempo. Devemos sempre tirar o branco e as luzes do papel, e por isso devemos começar sempre pintando os tons mais claros. Para não "sujarmos" uma área clara, recorremos ao uso de máscaras de látex para isolamento, ou, em alguns casos, fazemos limpesas com pincéis de cerdas duras e água pura. Veja mais informações clicando em papeis e tintas no menu.

A aquarela é uma técnica que requer bastante atenção no processo. Devemos sempre prestar atenção no que as manchas nos sugere para a partir daí prosseguirmos. Ao contrário do que muitos pensam, aquarelas não são SOMENTE pinturas leves. Encontramos aquarelas inglesas da era vitoriana que mais se parecem com óleo, e em muitos paises o termo watercolour significa tanto o que chamamos de guache quanto o que chamamos de aquarela. O que considero importante na aquarelas é nunca exceder na tinta branca. Use-a apenas para pequenas luzes. Procure deixar com que o branco e cores claras sejam sempre provenientes do papel. Boas aquarelas (tintas) nos dão tons profundos com aguadas diluídas. Um tom forte em aquarela não significa guache.

Detalhe de aquarela de Jefferson Lodi

TINTAS E PINCÉIS PARA AQUARELA

Infelizmente não temos tintas nacionais de boa qualidade, e a pintura da aquarela requer bons pigmentos. Assim como na pintura a óleo, temos os pigmentos transparentes e os opacos e semi-opacos. A winsor e a Van Gogh tem estojos prontos para iniciantes, onde não podemos escolher as cores, mas se for comprar separadamente, não se esqueça de verificar a tabela onde consta a resitência à luz e a opacidade do pigmento. Pigmentos opacos devem ser usados nas aguadas inferiores.

Estojo de Aquarela
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COMO ESCOLHER SEU PAPEL

Por que não podemos usar qualquer papel para a técnica da aquarela?
É que os papéis para esta técnica são tratados contra fungos e tem o ph ideal para evitar o amarelecimento, causado pela acidez.

Outro detalhe é a textura. Normalmente os papeis para a pintura em aquarela são granulosos, hora mais finos, hora mais grossos. Esta granulação tem um por que. Nos sulcos ou baixo relevos presentes ali, a água que conduz o pigmento fica armazenada em maiores quantidades, retardando a secagem da tinta. Na verdade a tinta da aquarela nunca seca. A água é o meio através do qual conduzimos os pigmentos para conseguirmos as tão características manchas.

Os papéis de grão grosso favorecem as pinturas mais expressivas, que valorizam as manchas e as pinceladas sobre seco. Os de grão fino favorecem o desenho. Devem ser preferidos ao se fazer pinturas onde detalhes delicados tem que ser representados. Quanto mais fino o grão do papel, melhor será para limpá-lo, no caso de tentar abrir o branco sobre um fundo escuro.

Para estudos podemos pegar papéis comuns de desenho, vendidos em blocos. Um truque para melhorar a pintura é deixá-los por uns 5 minutos numa bacia com água e depois prensá-lo entre 2 lixas bem grossas, para que ele adquira textura e retenha mais a água.Se quiser fazer os estudos no papel comum sem prensá-lo, você deverá ter em mente que a tinta secará muito rapidamente, e se entrar com aguadas mais carregadas, além da forte dilatação, sua forma ficará com uma linha de contorno, caso tenha mais pigmentos na mistura.Prefira, ao comprar bons papéis, os mais encorpados.
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AS PRIMEIRAS PINCELADAS

A aquarela é uma técnica onde temos que pensar antes de soltar as pinceladas. Parece contraditório, já que é uma técnica bem livre e solta, onde a sugestão da mancha conduz nossos trabalhos.
Inicialmente temos que, diante do que faremos, pensar se precisamos ou não esticar o papel. Isso dependerá das aguadas que usaremos. Se trabalharmos grandes áreas chapadas ou de degradês uniformes, devemos esticá-lo.
A inclinação do papel é outro elemento importante, e depende do que faremos no momento. A aguada que conduz o pigmento deve ser aplicada sobre seco ou úmido, depende também do que queremos pintar.
Devemos usar o látex para isolar determinadas áreas, ou podemos abrir o branco depois? Depende o grão do papel e do tanto de limpeza que necessitamos.
Enfim, é uma técnica maravilhosa, desde que saibamos o que fazer diante do papel.
Para os iniciantes eu aconselho a nossa aula em DVD sobre este assunto. Onde mostramos vários exemplos de como lidar com a técnica diante de inúmeras situações.
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Material artístico

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